Curitiba/PR: Prefeitura estreita parceria para melhorar atendimento a mulheres

Com demanda crescente, o atendimento às mulheres da região metropolitana em situação de violência feito pela Casa da Mulher Brasileira de Curitiba precisa de uma boa articulação com o governo do estado para ser melhorado, de acordo com a coordenadora de políticas para mulheres da Prefeitura, Terezinha Beraldo Pereira Ramos.

Segundo ela, estado e município vem desenvolvendo um diálogo construtivo para implementar um serviço conjunto que atenda a demanda proveniente da Região Metropolitana, e resultados concretos devem ser obtidos em breve.

Terezinha explica que alguns ajustes são necessários na estrutura de atendimento da Casa, uma estrutura que fica no Cabral e reúne uma série de serviços (psicossociais, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Delegacia da Mulher e Casa de Passagem).

É que, por questões legais, as mulheres em situação de violência das cidades vizinhas da capital que buscam auxilio na unidade precisam ser encaminhadas ao Centro de Referência de Atendimento a Mulheres do Estado (CRAM), um órgão estadual que fica na Rua do Rosário.

O atendimento na Casa fica restrito a orientações e encaminhamento. O CRAM é o órgão legalmente responsável por vários atendimentos.

Como os dois locais ficam distantes um do outro, muitas mulheres que chegam à Casa da Mulher e precisam de deslocar para o CRAM acabam desistindo de prosseguir com seus casos de agressão, uma vez que já passaram por outros departamentos e já fizeram deslocamento desde sua cidade de origem.

Uma possível solução para resolver o problema é a transferência do CRAM para a estrutura da Casa da Mulher Brasileira, ação que já foi deliberada pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná, segundo Terezinha.

“Com a mudança, o atendimento ficará muito centralizado, humanizado e eficaz, até porque o CRAM já tem equipe própria, o que não vai sobrecarregar a equipe do município”, diz a coordenadora municipal. “O governo está sensível a essa situação.”

A questão foi tratada em reunião esta semana entre representantes do município e a coordenadora de Política para Mulher do governo do estado, Ana Claudia Machado. Também participaram do encontro, Sandra Praddo, coordenadora municipal da Casa, e Allan Johan, coordenador municipal de diversidade.

 

Volume

Nos três primeiros meses do ano dos 119 mulheres da Região Metropolitana foram atendidas na Casa. Ela vêm principalmente de Colombo, Almirante Tamandaré, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Araucária.

O número representa 5% do total de 2.408 atendimentos realizados no período.

 

Diversidade

Outra questão, que está sendo trabalhada em conjunto pelas coordenadorias municipal e estadual de políticas para mulheres e a coordenadoria municipal de diversidade sexual, é o atendimento às mulheres transexuais por parte da Delegacia da Mulhere e também o abrigamento das trans em risco de morte.

Um termo de cooperação de assistência psicológica, social e jurídica está sendo formalizado com duas universidades da capital – processo que deverá ser concluído em breve.

Já o acolhimento das trans que recorrem à Casa da Mulher também deve ser aprimorado, diz Terezinha. É preciso criar um ambiente mais apropriado para os casos em que elas necessitem permanecer em acolhimento na Casa – isso é necessário quando há ameaça à vida da mulher nos casos de agressão.

Já o alojamento para as mulheres trans que recorrem à Casa da Mulher precisa garantir respeito e privacidade, afirma a coordenadora.

 

Saiba como foi o movimento da Casa da Mulher no primeiro trimestre de 2017:

Janeiro

– 724 atendimentos

– 978 encaminhamentos

– 02 abrigamentos

 

Fevereiro

– 748 atendimentos

– 1.043 encaminhamentos

– 06 abrigamentos

 

Março

– 936 atendimentos

– 1.304 encaminhamentos

– 03 abrigamentos

 

Fonte: Casa da Mulher Brasileira.

Fonte Oficial: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-estreita-parceria-para-melhorar-atendimento-a-mulheres/41851.

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