Curitiba/PR: Professores do ensino integral concluem oficina de Astronomia

Terminou sexta-feira (2/6), no câmpus Divina do Centro Universitário Uninter, no Centro, a primeira formação em Astronomia para os professores da Prefeitura que dão aula nas unidades de educação integral. O evento – o primeiro aberto para esse público – foi resultado da parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e a instituição de ensino superior.

O objetivo da atividade, dirigida pelo astrônomo e pós-doutorado em Astronomia na França Germano Bruno Afonso, foi fazer com que os professores despertem o interesse dos estudantes pela observação e pelo estudo da natureza. Mesmo antes de encerrados os quatro encontros presenciais e duas atividades a distância oferecidos na Oficina de Astronomia nas Práticas de Ciência e Tecnologia, ofertada para 80 professores, a proposta já começava a dar resultado.

Teoria e prática juntas

No Cajuru, em abril, sob a orientação da professora Juliana Brungari Raffaelli, cerca de 20 estudantes da Escola Municipal Maria de Lourdes Lamas Pegoraro instalaram um relógio solar indígena. O instrumento é semelhante ao que também foi instado na Uninter.

No Tatuquara, coordenados pelo professor Ezequiel Neves da Silva, cerca de 150 estudantes da Escola Municipal Santa Anna Mestra, projetaram foguetes a base de garrafas PET. O projeto fez parte da Olimpíada Brasileira de Astronomia/Mostra Brasileira de Foguetes 2017, no final de maio.

Prática lúdica

“Quem não gosta de observar o céu, os planetas? É um modo prático de estudar mas, ao mesmo tempo, lúdico”, diz Afonso, que é professor no mestrado em Educação e Novas Tecnologias da Uninter e enfatiza as atividades práticas com os professores-alunos.

Entre elas estão a observação do Sol com máscara de soldador e a organização do Sistema Solar usando os participantes da Oficina. Cada professor – que pode repetir a experiência com as crianças – é um planeta, que fica ligado ao ponteiro do Relógio Solar Indígena por um barbante.

Além da Astronomia

Para a responsável pela área de Práticas de Ciência e Tecnologias da Secretaria Municipal da Educação, Kelly Dayane Aguiar, o aprendizado sobre Astronomia também funciona como estratégia para despertar o interesse pelo estudo de modo geral. “O interesse pela participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia desse ano é um sinal e também um treino para desenvolver a concentração que o estudar exige”, diz.

Mais de 20 escolas e 35 centros de educação da integral haviam se inscrito até o dia anterior do evento, em maio. Somente em setembro a organização da OBA informará o total de participantes, que se inscreveram pelo seu site, e o número de medalhistas.

Os próximos a participar da formação em Astronomia serão os professores que dão aulas de Ciências. A oficina será ministrada no próximo dia 29, pela manhã e à tarde.

Fonte Oficial: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/professores-do-ensino-integral-concluem-oficina-de-astronomia/42356.

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