Em um ano e meio, Casa da Acolhida ajudou a 3,7 mil pessoas a regressar à família – Prefeitura de Curitiba/PR

Pessoas sem abrigo ou em situação de rua em Curitiba, vindas de outros municípios e que desejam voltar aos endereços de origem, contam o apoio da Prefeitura. Elas recebem passagens e acolhimento emergencial grátis, ofertados pela Fundação de Ação Social (FAS) por meio da Casa da Acolhida e do Regresso (CAR). A unidade, que funciona na Rodoferroviária, também garante o suporte e orienta quem veio para ficar.

O segurança Cléberton Ferreira Vaizermann chegou a Curitiba em meados de junho, com trabalho certo em uma churrascaria, em que chegou a ser contratado. Dispensado poucos dias depois de assumir a função, ficou sem dinheiro e pediu ajuda à CAR para retornar a Marmeleiro, no sudoeste do Paraná. Partiu na noite desta quinta-feira (05/7), menos de 1 mês depois de desembarcar na cidade. “Aqui também a situação não está fácil”, disse.

Como Cléberton, entre janeiro de 2017 a maio deste ano outras 3.770 pessoas recorreram à CAR para voltar para casa e conseguiram passagens rodoviárias – sem custo para elas, mas um investimento de R$ 566 mil para a FAS. 

Mais que passagens

O serviço do órgão vai além da emissão de passagens e é oferecido para quem procura a CAR ou é encaminhado pelas equipes da FAS. A meta é resgatar o vínculo da pessoa com a família e também incluí-la na rede socioassistencial do município para evitar a marginalização e prevenir a violência.

Proporcionar o retorno ao convívio familiar está entre as estratégias adotadas. Enquanto isso não acontece ou quando a meta dos atendidos é ficar em Curitiba, a solução é providenciar vagas de albergagem para quem chega. Do começo de 2017 até agora foram albergadas 7.953 pessoas. “Sem isso, elas não teriam onde pernoitar e ficariam nas ruas”, observa a presidente da FAS, Elenice Malzoni.

O casal Rosalina da Silva Costa e Orivaldo Anselmo de Oliveira Júnior é um exemplo. Vindos de São Bernardo do Campo (SP) há aproximadamente 15 dias para ficar em Curitiba, eles chegaram sem dinheiro ou local para pernoite. Com a ajuda da CAR, foram hospedados em unidades próximas uma do outro.

Ainda sem trabalho, Rosalina quer fazer cursos que lhe garantam qualificação. Com mais sorte, Orivaldo já conseguiu colocação como pintor automotivo em uma oficina, onde é bem avaliado pelo chefe. “Tem 70% de chance de ser contratado”, diz Ayrton Tanaka, proprietário do local.

Clientela

A CAR conta com uma equipe técnica que faz a escuta e contata os vínculos dos atendidos com o município de origem. Em média, seu público é formado por homens (85%) de 18 a 59 anos (90%). Cidades do interior do Paraná respondem por 34% dos atendidos, mas a maioria (57%) vem de outros estados. Estrangeiros respondem por 3% da procura.

São mais de 30 pessoas atendidas por dia e 600 por mês em 2018. O ano passado fechou com pouco mais de 9 mil atendimentos. Além de não ter trabalho, muitos não possuem documentos de identificação e, como Orivaldo, chegam sem carteira de trabalho.

Ao lado da expectativa de se estabelecer em uma cidade de grande porte, vínculos familiares rompidos, uso de entorpecentes, transtornos mentais e violência doméstica estão entre as razões que fazem com que as pessoas saiam de suas casas e desembarquem em Curitiba.

Serviço

Casa da Acolhida e do Regresso

Endereço: Avenida Presidente Afonso Camargo, 330, Jardim Botânico

Horário de atendimento: 8 às 17h, de segunda a sexta-feira

Fonte Oficial: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/em-um-ano-e-meio-casa-da-acolhida-ajudou-a-37-mil-pessoas-a-regressar-a-familia/46750.

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