Criação de cargos para intervenção federal no RJ gera críticas em Plenário – Câmara Notícias

A discussão da Medida Provisória 826/17, que cria cargos e funções para compor o Gabinete de Intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro, foi dominada por críticas de deputados ao custo dos cargos.

O deputado Daniel Coelho (PPS-PE) disse que há cargos suficientes na máquina federal que poderiam ser remanejados para o gabinete da intervenção, dispensando a necessidade de criar novas posições. “Como vamos falar em ajuste fiscal, criando novos cargos em uma crise como esta?”, questionou.

O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) também criticou os gastos. “O País está quebrado, precisa de investimentos e, neste momento, não faz sentido criar mais cargos. Temos de trabalhar direito os recursos para que a intervenção seja bem-sucedida”, disse.

Pedro Paulo ressaltou que o custo será de R$ 7 milhões por ano, valor que, segundo ele, poderia ser melhor investido em munição, infraestrutura ou equipamentos.

A MP foi chamada de “gastança desnecessária” pelo deputado Bohn Gass (PT-RS). “O mesmo governo que congela dinheiro das universidades agora está criando cargos”, criticou.

A relatora da MP, deputada Laura Carneiro (DEM-RJ), rebateu as críticas. “Essa MP é simples, são cargos do interventor e sua cúpula. Não são cargos que vão durar para sempre, é apenas a organização da intervenção no Rio de Janeiro”, reforçou.

Mais informações a seguir

Fonte Oficial: Câmara dos Deputados.

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Portal do Magistrado.

Comentários

Confira Também

Projeto que protege bancos com investimentos no exterior segue para sanção — Senado Notícias

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) o projeto que protege bancos e corretoras …