Bolsonaro cancela viagem aos EUA em que seria homenageado; prefeito de NY diz que brasileiro “fugiu” – Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro cancelou uma viagem que faria a Nova York, EUA, no próximo dia 14 de maio, para participar de um jantar de gala promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no qual seria homenageado com o prêmio de “Pessoa do Ano”. O governo fez o anúncio e culpou o prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio, pela decisão.

Neste sábado (4), o democrata De Blasio, crítico do presidente americano Donaldo Trump, que já havia dirigido críticas a Bolsonaro, chamou-o de “valentão”, e disse que o  brasileiro “fugiu” ao cancelar a viagem.

“Jair Bolsonaro aprendeu da maneira mais difícil que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós chamamos atenção para sua intolerância. Ele fugiu. Nenhuma surpresa —valentões não aguentam um soco. Já vai tarde, Jair Bolsonaro. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, escreveu o democrata em uma rede social.

“Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade” disse o gabinete do porta-voz da Presidência da República.

A desistência pegou os organizadores dos eventos de que Bolsonaro participaria em Nova York de surpresa. Havia previsão de encontro com o CEO do Bank of America; de um jantar com presença do presidente do Banco Safra; e de uma entrevista para o jornal The Wall Street Journal, entre outros compromissos.

O evento em que o presidente brasileiro seria homenageado começou a ser alvo de resistência no mês passado, quando o Museu de História Natural de Nova York se recusou a receber o jantar da Câmara de Comércio. Seguiram-se manifestações pressionando patrocinadores e marcas a não destinarem dinheiro para o evento.

O hotel New York Marriott Maquis aceitou sediar o jantar. Apesar de apoiar a causa LGBT e ter recebido manifestações contrárias a decisão, informou que não voltará atrás apesar dos protestos.

A festa começou a perder partocinadores em meio às polêmicas. O Financial Times, a companhia aérea Delta e a consultoria Bain & Company recuaram no início da semana.

Nesta sexta (3), o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Banco do Brasil e o consulado-geral do país em Nova York ajudaram a financiar a festa. O banco concordou em pagar US$ 12 mil (R$ 47,5 mil) para ter uma mesa com dez lugares no jantar com objetivo de arrecadar fundos para patrocinar interesses de empresas brasileiras e americanas nos EUA.

A premiação é concedida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos há 49 anos. A intenção é homenagear dois líderes, um brasileiro e um americano, que buscaram a aproximação e melhoraria nas relações entre os países no ano anterior.

 

>> Trump diz que apoia entrada do Brasil na OCDE e fala em estreitar laços entre os dois países

>> “Maioria dos imigrantes não tem boas intenções”, diz Bolsonaro a TV dos Estados Unidos

Continuar lendo em Congresso em Foco.

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Portal do Magistrado.

Comentários

Confira Também

Representante de caminhoneiros diz que “é perigoso situação sair do controle”, após novo aumento do diesel – Congresso em Foco

Representante de caminhoneiros diz que “é perigoso situação sair do controle”, após novo aumento do …