Protestos contra cortes na educação são tema no Plenário da Câmara

 

MARCO ANTONIO CALEJO
DA REDAÇÃO

Nesta terça-feira (14/5), durante a Sessão Plenária, alguns vereadores utilizaram a tribuna do Plenário 1° de Maio, na Câmara Municipal de São Paulo, para falar sobre temas relacionados à educação, com destaque para a greve e manifestações programadas para amanhã (15/5).

Para o vereador Cláudio Fonseca (Cidadania23), a falta de recursos nas universidades federais também atinge as universidades paulistas, o que resulta em prejuízo para o ensino no país. Segundo Fonseca, um dos fatores que impedem o desenvolvimento do país é não ter um sistema educacional de qualidade. “Com todos os erros cometidos pelos governos federal, estadual e municipal, amanhã é um dia nacional de greve da educação. Param as universidades, as escolas e também os estudantes”, afirmou o vereador.

A paralisação prevista para ocorrer em todo o país, disse Fonseca, é um protesto contra o corte de verba na educação. Em São Paulo, diversas entidades ligadas a categorias do ensino, escolas, faculdades, estudantes e profissionais anunciaram a intenção de participar do movimento.

Na mesma linha de raciocínio, o vereador Eliseu Gabriel (PSB) cobrou mais atenção dos governos para a educação. Para o parlamentar, a falta de verbas nas universidades públicas inviabiliza as pesquisas. “É fundamental a pesquisa. Um país sem educação de qualidade, sem pesquisa, sem universidades de peso, como tem o Brasil, vai para o buraco. Essa manifestação de amanhã será representativa”, disse Eliseu.

O vereador Celso Giannazi (PSOL) abordou um problema pontual da educação na cidade de São Paulo. Giannazi pediu mais atenção à estrada que dá acesso à Escola Estadual Emílio Zanchetta, na Chácara Santo Amaro, zona sul da capital paulista. O local está a mais de 50 quilômetros da região central de São Paulo. “A comunidade escolar da região, professores e alunos, está pedindo condições de chegar até a escola. O índice de faltas é grande porque os ônibus não conseguem chegar. Em dia de chuva, fica intransitável”, afirmou o vereador.

Já o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC) trouxe à discussão seminário sugerido por ele, na sexta-feira (10/5), sobre educação domiciliar, também conhecida pela expressão em inglês homeschooling.

O homeschooling consiste em cobrir o processo de ensino-aprendizagem da criança, no Ensino Fundamental e Médio, por meio de metodologias específicas e rotinas pré-estabelecidas, conforme as diretrizes da instância oficial responsável.

“Conseguimos trazer pessoas que passaram por este processo de homeschooling. Foi muito interessante. Não podemos deixar as famílias sem regulamentação, tendo em vista que já apresentei esse projeto de lei, que está em tramitação na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa)”, concluiu Nascimento Jr.

 13 de maio

Outro tema mencionado no Plenário foi a Lei Imperial 3.353, a chamada Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888. A regulamentação, que pôs fim aos mais de três séculos de escravidão no Brasil, completou 131 anos na última segunda-feira (13/5).

O tema foi abordado pelo vereador Souza Santos (PRB). “A data de ontem (13/5) jamais deve ser esquecida, nem relegada a um evento de menor importância. Infelizmente ainda existem lugares, empresas e pessoas que trabalham em condições de escravidão”, disse Souza Santos.

Fonte Oficial: http://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/protestos-contra-cortes-na-educacao-sao-tema-no-plenario-da-camara/.

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