Pessoas com deficiência protagonizam campanha de inclusão – Prefeitura de Curitiba/PR

Está no ar a campanha de Acessibilidade Atitudinal, da Prefeitura de Curitiba, de orientação sobre o respeito aos direitos e a relação de igualdade com pessoas com deficiência. As peças, disponíveis nas redes sociais do município, na mídia embarcada dos ônibus e nos terminais de transporte, têm como protagonistas pessoas com deficiência.

O primeiro vídeo da campanha (totalmente acessível, com áudio descrição, janela de Libras e legenda) tem como destaque a cantora e empresária Amanda Lyra, que é cadeirante. A série também é composta por outros quatro vídeos, com protagonistas que possuem deficiência intelectual, auditiva, visual e Transtorno do Espectro Autista.

O caráter comportamental tem grande relevância na relação com pessoas com deficiência. O tratamento igualitário, com respeito, e não com sentimento de pena, é a base de uma atitude inclusiva. Antes de agir, pergunte se uma pessoa com deficiência precisa de ajuda. Se ela negar o auxílio, não insista, porque ela conhece seus limites. Ser atencioso e discreto evita constrangimentos, porque a pessoa sabe da sua deficiência.

Personagens reais

Amanda Lyra (29 anos) é curitibana de 29 anos, formada em design de moda pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mas não chegou atuar na área. É cantora, compositora, produtora, apresentadora, colunista e dona de um portal de informações.

Aos três anos de idade foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 3. A doença genética causa atrofia muscular devido à degeneração de neurônios localizados na medula espinhal, com o passar do tempo a progressão da doença faz necessário o uso de cadeira de rodas.

Amanda fez sua primeira apresentação musical ainda menina, aos nove anos, durante um show do pai, cantando “Azul da cor do mar”, um clássico de Tim Maia. Com 14 anos aprendeu a tocar violão e a compor. Aos 16 começou a se apresentar em bares de Curitiba. Seu primeiro show em teatro foi aos 21 anos e desde então nunca mais parou. Já veterana no cenário da música curitibana, Amanda chegou a se apresentar na Alemanha, em um show completamente autoral.

Em setembro de 2016, ela caiu de uma escada, quebrou o fêmur e precisou colocar uma prótese dentro do osso, o processo de calcificação não é tão simples para pacientes com AME. O acidente e a grave lesão no fêmur anteciparam sua ida para a cadeira de rodas.

Amanda nasceu com AME, mas nem sempre foi cadeirante, somente depois do acidente passou a utilizar a cadeira para se locomover. Mesmo com uma vida agitada, muitos trabalhos e shows, ela convive com inúmeras limitações, muitas delas impostas pelos próprios cidadãos:

“As pessoas têm essa mania de achar que alguém com deficiência é incapaz, mas uma coisa não tem nada a ver  com a outra. Meu sonho é que um dia as pessoas sejam julgadas pelas suas capacidades e não pela sua deficiência”.


Depois do acidente Amanda pensou em desistir da carreira de artista. Por ser cadeirante, uma das principais dificuldades era encontrar lugares com acessibilidade aos palcos. A motivação para continuar veio com o projeto Solyra, criado por Amanda e pela cantora Jordana Soletti, com o objetivo de levar arte com acessibilidade para crianças e adultos com vários tipos de deficiência.

Solyra

O Solyra conta com a participação de 150 artistas voluntários, de diversas áreas, que se apresentam gratuitamente em instituições que atendam pessoas com deficiência, em Curitiba. Realizando 11 apresentações semanais, o projeto chega a atender cerca de 1.500 pessoas por semana.

Amanda é casada há sete anos e não tem filhos. Com uma personalidade muito maternal ela vê nas crianças que participam do projeto Solyra, uma oportunidade para dar e receber carinho. “Eu acabo tendo um monte de filhos espalhado por aí, filhos do coração”, diz ela, emocionada.

Em seus shows e no Solyra, Amanda busca conscientizar a sociedade sobre o modo de tratamento das pessoas com deficiência, sempre lembrando que independentemente das limitações de cada pessoa, todos são capazes e merecem respeito. “Não acho que somos todos iguais, pelo contrário, somos todos diferentes e temos o direito de ter direitos iguais”, finalizou a artista.

 

Fonte Oficial: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/pessoas-com-deficiencia-protagonizam-campanha-de-inclusao/51651.

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