Expulsão de Aécio começa a ser avaliada no PSDB nesta quarta – Congresso em Foco

O pedido de expulsão do partido do deputado federal Aécio Neves começará a ser avaliado nesta 4ª feira (21) pelo PSDB, na sede nacional do partido, em Brasília. A solicitação foi do diretório municipal do PSBD em São Paulo.

O presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, convocou para as 14 horas uma reunião da executiva nacional, quando o deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator designado pela executiva, vai apresentar parecer pelo início ou não da abertura da análise pelo conselho de ética.

Pelo estatuto de ética (íntegra) definido em março deste ano, o processo pode ter a duração de até 50 dias.

Se o relatório de Celso Sabino for pela admissibilidade da abertura, conta-se um prazo de até 30 dias para que o conselho de ética, com um novo relator, se manifeste sobre o pedido de expulsão.

Caso o conselho decida acatar o pedido do diretório paulistano do PSDB, Aécio Neves tem 10 dias para apresentar a defesa. Encaminhada a defesa, a decisão final acontece em 10 dias.

Aécio tem dito a aliados que setores do PSDB promovem uma espécie de Sharia, conjunto de leis islâmicas consideradas excessivamente rigorosas, e que ele quer ser julgado na legenda por algo como o Código Penal Brasileiro.

Antes de sair da presidência do PSDB em maio deste ano, Geraldo Alckmin criou um conselho de ética no partido que prevê a expulsão de filiados condenados na Justiça. Um interlocutor de Aécio afirma que para a expulsão acontecer é preciso alterar o código de ética ou esperar o tucano ser condenado na Justiça.

Apesar de não ter sido condenado, o ex-candidato a presidente nas eleições de 2014 foi alvo de pelo menos nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal após ser citado na delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS.

Somente um desses casos evoluiu e transformou o mineiro em réu, que é o que trata do empréstimo de R$ 2 milhões pedido pelo tucano para bancar sua defesa na Lava Jato.

O ex-ministro da Cidades e ex-deputado federal Bruno Araújo assumiu o comando do partido em uma eleição sem concorrentes e apadrinhado pelo governador de São Paulo, João Doria.

O paulista quer promover na sigla uma mudança de postura e expurgar quadros do partido envolvidos em escândalos de corrupção. O ex-governador do Paraná Beto Richa também é um dos alvos da nova gestão tucana.

Os áudios que transformaram Aécio em réu; transcrição detalha pagamento de R$ 2 milhões

 

 

 

 

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