Viúva de Marielle diz que especulações só desgastam investigação – Congresso em Foco

Viúva de Marielle Franco, a arquiteta Mônica Benício evitou comentar a notícia de que um delegado da Polícia Federal foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de criar uma “central de mutretas” para obstruir as investigações sobre a morte da vereadora carioca. Ela acredita que especulações só criam mais desgaste para o caso. Por isso, quer que, ao invés de novas especulações, a Justiça apresente respostas sobre a morte de Marielle.

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“Minha preocupação com esse caso é que a gente chegue à solução, à resposta real, tanto de quem matou, quanto de quem mandou matar Marielle. Então, eu prefiro não especular”, afirmou Mônica Benício, argumentando que “muita especulação gera um desgaste e um desconforto para o campo emocional e para o próprio processo”. “Quanto mais desgaste nesse sentido, pior para o processo”, finalizou Mônica, lembrando que a morte de Marielle aguarda uma resposta há mais de um ano e meio.

Mônica disse ainda que o fato de que as investigações foram proteladas “não gera grande surpresa”. O problema, para ela, é que nada ainda foi comprovado. “Não tem como se posicionar sobre especulações. O que tem que ser feito é ser provado. […] Certeza quem tem que me dar é a Justiça, quando provar o que se deu de fato”, afirmou.

Por conta disso, Mônica entrou com um pedido de vista no Superior Tribunal de Justiça para ter acesso ao processo em que Raquel Dodge, no seu último dia à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu a federalização do caso de Marielle. A ideia é ter conhecimento de todos os elementos que estão dentro desse processo, inclusive as motivações de Dodge para o pedido de federalização, para aí sim se posicionar sobre o caso.

A esperança de Mônica e da família de Marielle é, então, que essa federalização dê mais transparência e celeridade ao processo. Ela explicou que, apesar do receio inicial de que a federalização atrasasse a obtenção de uma resposta sobre o caso, o processo deve ser parcial, para que o Ministério Público do Rio de Janeiro, que está nas últimas fases de oitivas, possa dar continuidade a esse trabalho.

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