Parece que o alcoolismo é um problema do Ministério Público hoje, diz Gilmar Mendes – Congresso em Foco

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sugeriu que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot é alcoólatra, durante sessão do Supremo nesta quinta-feira (7) sobre prisão em segunda instância.

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A menção não nominal ocorreu enquanto o magistrado criticava o vazamento de informações sobre investigações na operação Lava Jato. Ele contou que o ex-ministro Teori Zavascki, na época relator da operação no Supremo, afirmou que “se cansava de ver informações sigilosas no Jornal Nacional”.

“A lei veda claramente que se revele os conteúdos dos acordos antes da abertura de processos, não obstante o sujeito renunciava ao acordo, renunciava a esse benefício, mas ele renunciava algo que ele não poderia renunciar, porque o acordo diz respeito a terceiros”, afirmou.

De acordo com ele, essa postura é “vergonhosa” e a única desculpa que se pode dar por esse procedimento é que ele foi “conduzido por um alcoólatra”. Na época, a procuradoria-geral da República era conduzida por Janot.

Alguns minutos depois, Gilmar fez outro comentário ligando o MP ao alcoolismo, enquanto contava sobre um caso julgado na Primeira Turma, envolvendo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco) do Paraná. “O chefe do Gaeco do Paraná também foi surpreendido em uma blitz embriagado. Parece que o alcoolismo é um problema do Ministério Público hoje. Vai se fazer o que, bafômetro nas provas?”, disse.

‘Tiro na cara’

Em setembro deste ano, o ex-PGR afirmou que pensou em atirar “na cara” de Gilmar Mendes, após o ministro do STF fazer críticas a sua filha. A revelação foi dada no contexto da divulgação do livro de Janot, sobre os bastidores da sua gestão na procuradoria.

Em resposta, Gilmar afirmou ter sentido pena do ex-procurador. “Quando a gente imagina que agora a Procuradoria estaria entregue em mãos de alguém que pensava num faroeste ou coisa do tipo, isso realmente choca e dá pena de ver como que nós degradamos as instituições, [como] se fizeram escolhas tão desastradas”, afirmou.

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