“Os liderados substituam seus líderes no ano que vem, que este ano não dá mais”, diz Alcolumbre – Congresso em Foco

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu nesta quarta-feira (4) que, caso haja uma insatisfação com a posição adotada pelos líderes do Senado, “os liderados substituam seus líderes no ano que vem, que este ano não dá mais”.

> Parlamentares lançam frente para cobrar votação da 2ª instância

A afirmação foi dada na saída do plenário do Senado, quando o senador foi questionado sobre as divergências que parte da casa teve com a posição adotada em relação à prisão em segunda instância.

Na terça-feira passada (26), os líderes do Senado e da Câmara se reuniram na residência oficial da presidência do Senado com o ministro da Justiça, Sergio Moro, em busca de um consenso sobre prisão em segunda instância.

Na ocasião, a maioria entendeu que seria melhor dar prioridade a proposta de emenda à Constituição (PEC) do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), em detrimento dos outros projetos que tramitam no Senado.

A decisão, no entanto, não foi um consenso, e a presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou na saída da reunião que a tramitação na casa continuaria. Como reflexo disso, Moro foi à comissão nesta quarta, onde defendeu que o tema seja votado ainda neste ano.

De acordo com Alcolumbre,  Simone Tebet tem legitimidade para seguir com a pauta que ela achar conveniente, mas isso vai na contramão do que foi acordado na semana passada pela maioria dos líderes do Senado e da Câmara. “A minha preocupação, que eu já externei para alguns parlamentares, inclusive para ela e para outros senadores, é que nós fizemos um entendimento”, afirmou.

Questionado se ele pautaria a proposta, caso ela fosse aprovada na CCJ, Alcolumbre afirmou que “vai tentar ouvir os senadores para ver qual é o procedimento”.

“Na minha cabeça, tem um procedimento estabelecido e o procedimento estabelecido é o que foi acordado na reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, com o presidente do Senado Federal e com 95% dos líderes, que apoiaram a tese da construção de um texto que possa promover essa condenação a partir de uma emenda à Constituição, que é o que eu acho que é certo”, disse.

“Eu tô ainda na tese do que foi conciliado na nossa reunião com o presidente da Câmara, o presidente do Senado, vários líderes da Câmara que, na unanimidade, apoiaram a tese da construção de consenso, e a ampla maioria no Senado, então eu vou tentar ouvir mais os senadores, mas quero ficar com a tese da minha reunião com o presidente Rodrigo”, afirmou.

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​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Portal do Magistrado.

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Na ocasião, a maioria entendeu que seria melhor dar prioridade a proposta de emenda à Constituição (PEC) do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), em detrimento dos outros projetos que tramitam no Senado.

A decisão, no entanto, não foi um consenso, e a presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou na saída da reunião que a tramitação na casa continuaria. Como reflexo disso, Moro foi à comissão nesta quarta, onde defendeu que o tema seja votado ainda neste ano.

De acordo com Alcolumbre,  Simone Tebet tem legitimidade para seguir com a pauta que ela achar conveniente, mas isso vai na contramão do que foi acordado na semana passada pela maioria dos líderes do Senado e da Câmara. “A minha preocupação, que eu já externei para alguns parlamentares, inclusive para ela e para outros senadores, é que nós fizemos um entendimento”, afirmou.

Questionado se ele pautaria a proposta, caso ela fosse aprovada na CCJ, Alcolumbre afirmou que “vai tentar ouvir os senadores para ver qual é o procedimento”.

“Na minha cabeça, tem um procedimento estabelecido e o procedimento estabelecido é o que foi acordado na reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, com o presidente do Senado Federal e com 95% dos líderes, que apoiaram a tese da construção de um texto que possa promover essa condenação a partir de uma emenda à Constituição, que é o que eu acho que é certo”, disse.

“Eu tô ainda na tese do que foi conciliado na nossa reunião com o presidente da Câmara, o presidente do Senado, vários líderes da Câmara que, na unanimidade, apoiaram a tese da construção de consenso, e a ampla maioria no Senado, então eu vou tentar ouvir mais os senadores, mas quero ficar com a tese da minha reunião com o presidente Rodrigo”, afirmou.

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