Diálogos sobre Prerrogativas da Mulher Advogada discute vestimenta, cultura, gênero e raça – OAB

A OAB Nacional, por intermédio da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA), promoveu, nesta quinta-feira (8), o evento virtual “III Diálogos sobre Prerrogativas da Mulher Advogada – Vestimenta, Cultura, Gênero e Raça”. O debate foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da Ordem no Youtube. O evento trouxe o relato de três advogadas que sofreram violação de prerrogativas em razão da vestimenta: Rafaela Jaworski, que é presidente da Comissão da Mulher Advogada de Iguaba (RJ), Emília Viriato, vice-presidente da Comissão Estadual de Diversidade Sexual e Gênero da OAB-MG, e Sálua Omais, vice-presidente da Comissão de Liberdade e Assistência Religiosa da OAB-MS.

A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Borges, apontou a necessidade de entendimento das prerrogativas da advocacia do ponto de vista das mulheres advogadas. “Um dos pontos que a comissão sempre tem trabalhado é uma preocupação em compreender especificidades associadas à violação das prerrogativas gerais da advocacia quando aquela que é vítima é uma mulher. Junto com a violação da prerrogativa também vem uma questão de gênero. Dentro dessa perspectiva é importante entendermos a desigualdade de gênero. Quando falamos de vestimenta, é disso que falamos”, disse ela.

Daniela salientou ainda que comissão trouxe como um dos pilares de sua atuação a defesa das prerrogativas das mulheres advogadas e agradeceu o apoio dado pela Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia. “É sempre uma satisfação trabalhar com a comissão de prerrogativas. Ao longo dessa gestão, a comissão de prerrogativas tem tido uma compreensão muito importante de que a gente precisa perceber as nuances e os desafios específicos que as mulheres enfrentam no exercício da advocacia”, declarou.

O presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Alexandre Ogusuku, apontou como estratégico o trabalho conjunto da comissão que preside com a Comissão Nacional da Mulher Advogada. “É fundamental essa parceria das comissões”, disse ele.

“Lembro-me que no início da atual gestão realizamos as caravanas das prerrogativas. Em alguns estados por onde passamos, autoridades e a própria advocacia, ainda desconheciam a Lei Julia Matos e o artigo 7º-A do Estatuto da Advocacia, aquele pequeno grupo de prerrogativas específicas da mulher advogada. Por isso, fica clara a importância de falar sobre isso, de levar essa mensagem”, declarou Ogusuku, que defendeu a ampliação da abrangência da atual legislação para contemplar temas como vestimenta da mulher e assédio sexual, entre outros.

A mediadora do debate foi a secretária-geral da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Claudia Sabino. “Esse tema das vestimentas afeta as mulheres advogadas no exercício profissional. Temos cada vez mais a certeza de que precisamos conversar e debater para concretizarmos ações de transformação no sistema de Justiça, na OAB e na sociedade. A mudança que tanto precisamos e que tanto queremos. As polêmicas em torno dos trajes das advogadas são muitas”, disse ela.

Também participaram do evento como palestrantes a vice-presidente  da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro, Marisa Gaudio, a professora,   pesquisadora sobre relações raciais e ativista do Movimento Negro Marcilene Garcia de Souza, a psicóloga do Ministério Público do Estado do Acre, Bruna Oliveira da Silva.

Fonte Oficial: http://www.oab.org.br/noticia/58800/dialogos-sobre-prerrogativas-da-mulher-advogada-discute-vestimenta-cultura-genero-e-raca.

​Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Portal do Magistrado.

Comentários

Confira Também

Comissão promoverá debate internacional sobre desenvolvimento sustentável e transição digital – OAB

A OAB Nacional, por meio da Comissão Nacional de Relações Internacionais (CNRI), vai promover uma …