Prevenção, saúde mental e teletrabalho são temas desta quarta no Seminário Trabalho Seguro

O epidemiologista Pedro Hallal e o psiquiatra Christian Dunker participaram da programação desta quarta-feira (20)





Printa da tela com os participantes da conferência “O impacto da pandemia sobre o trabalho e os trabalhadores do Brasil”





20/10/2021 – O epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), foi o conferencista desta quarta-feira (20) no terceiro dia do 6º Seminário Internacional do Programa Trabalho Seguro da Justiça do Trabalho, com o tema “O impacto da pandemia sobre o trabalho e os trabalhadores do Brasil” . O ministro  do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Alexandre de Souza Agra Belmonte presidiu a mesa

O seminário, promovido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pelo TST, tem transmissão ao vivo pelo canal oficial do TST no YouTube.

Protocolos

O epidemiologista abordou os problemas nos protocolos estabelecidos no Brasil para evitar a disseminação da covid-19 e os equívocos cometidos durante a pandemia. “Houve, no Brasil, um movimento relutante em relação ao uso de máscaras e uma indústria de desinformação sobre a importância dessa proteção”, afirmou.

Outro motivo de preocupação foram os erros cometidos com a disseminação das informações sobre tratamentos ineficazes para a doença. “O que me preocupa é a sensação de segurança causada por esse discurso”, ressaltou. “Muitas pessoas acreditaram que, caso fossem infectadas, teriam um coquetel de medicamentos que as impediriam de ter um caso grave”.

Confira o painel na íntegra:

Saúde mental e trabalho

O painel  “Saúde mental e trabalho em tempos de pandemia”, presidido pela ministra Delaíde Alves Miranda, coordenadora do comitê gestor nacional do programa, foi aberto pelo psicanalista Christian Dunker, professor titular do Instituto de Psicologia da USP, que falou sobre  “Saúde mental e trabalho em tempos de pandemia”. Segundo ele, o Brasil, entre 23 países, é aquele em que as pessoas mais se preocupam com a saúde mental durante a pandemia e com seu sofrimento ao longo da travessia provocada pela quarentena. 

O psicanalista falou sobre a busca pelo bem-estar, o mal-estar, o sofrimento, o luto e o enfrentamento do trauma. Também abordou os efeitos causados pelo distanciamento do trabalho no período. “Muitos estão dizendo: eu não sei o que acontece, mas eu não quero voltar para o trabalho presencial, eu sinto medo”, relatou. Para ele, isso vem da convicção reforçada de que a rua e as pessoas são perigosas  e que ficar em casa é mais seguro.

“O fato é que passamos dois anos achando que o outro é perigoso, e isso tem efeitos psíquicos, cria estados de estranhamento e de angústia que podem evoluir muito mal no momento em que a pessoa tem de voltar ao trabalho presencial”.  Para o psicanalista, a recomendação básica para a redução de efeitos da instabilidade psíquica é a flexibilização no trabalho. 

Confira o painel na íntegra:

O segundo painelista foi o psicólogo Cristiano Nabuco, pós-doutor pela USP, que apresentou o tema “Saúde Mental do Trabalhador em Tempos de Pandemia”. Na sua avaliação, a “quarta onda” da pandemia será a da saúde mental. “Temos, na verdade, uma grande epidemia silenciosa”, afirmou. 

Para o psicólogo, os trabalhadores ganharam autonomia e independência com o home office, o que foi muito positivo, mas perderam o ambiente social. “Começamos a registrar, em vários artigos científicos, o overwork, a sobrecarga, o aumento exponencial da demanda de trabalho”, assinalou. 

Entre outros pontos, Nabuco lembrou que oOs profissionais perderam a privacidade, no momento em que passaram a ter de dividir o espaço de trabalho com esposa, filhos e animais de estimação. “A concentração foi fragmentada de tal forma que muita gente apresentou a fadiga do Zoom”, disse. Segundo uma pesquisa citada na palestra, seis em cada 10 trabalhadores relataram fadiga e burnout.  Outro estudo apontou que nove em cada 10 diretores ou gerentes não souberam gerenciar o que estava acontecendo durante a pandemia. 

Um dos aspectos destacados pelo psicólogo foi o direito à desconexão. “Quando estou em um ambiente físico, tenho que ir embora. No teletrabalho, você não desconecta mais. Você tem computadores, WhatsApp, e-mails que ficam apitando no telefone o tempo todo”. Para ele, é muito importante que os gestores sejam alertados para a necessidade de olhar muito mais para essa subjetividade. “Temos o que a literatura vem chamando de infoxicação: a pessoa não consegue blindar a exigência contínua e não consegue ter mais o direito à desconexão”. 

Confira o painel na íntegra:

O teletrabalho também foi abordado pela última painelista,a  juíza do trabalho Mirella D’arc de Souza, especialista em Psicologia do Trabalho e mestranda em Psicologia Social do Trabalho, que tratou do tema  “Saúde mental no home office pandêmico: como alcançar?”. Ela disse que 20,8 milhões de pessoasno Brasil podem utilizar o home office ou teletrabalho, o que corresponde a 22,7% dos postos de trabalho, segundo estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

A seu ver, o Brasil foi colocado em home office pandêmico sem estar preparado. “As pessoas tiveram que se isolar do medo de contágio, da ameaça de contaminação. Sem aulas, as pessoas precisaram administrar suas casas e seus filhos, atividades muitas vezes delegadas à escola e a cuidadores. A carga de trabalho foi aumentada, e os espaços foram invadidos”.  A juíza também abordou as implicações da necessidade de balancear a vida e o trabalho no mesmo ambiente. 

Confira o painel na íntegra:

Programação 

O seminário continua até sexta-feira (22/10). Confira a  programação.

(NV/CF)

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Fonte Oficial: TST.

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