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Caminhos Literários 2025 começa com debates sobre cultura e juventude

Com a participação de adolescentes e profissionais de 84 unidades socioeducativas de todas as regiões do país, começou nesta quinta-feira (3/7) a 4ª edição do Caminhos Literários no Socioeducativo: pelo direito à cultura. A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também mobiliza autoridades, profissionais da cultura e artistas para palestras, rodas de conversa, oficinas e atividades. Após o primeiro dia de atividades com transmissão ao vivo pelo YouTube do CNJ, os próximos dias de evento (4, 8 e 9 de julho) serão restritos aos profissionais da unidade, adolescentes e convidados.

O tema deste ano é “Adolescências em cena” e debate o audiovisual como expressão artística de particular relevância para a juventude atual. O evento foi dedicado aos 35 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à memória do juiz auxiliar do CNJ Edinaldo César Santos Junior. Um vídeo foi exibido em homenagem à sua trajetória na defesa dos direitos humanos e, em especial, de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa.

“A atuação do juiz Edinaldo foi essencial para a construção de uma política pública mais justa e humanizada no sistema socioeducativo. Este evento é, em sua essência, fruto do seu compromisso”, destacou o conselheiro do CNJ e supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), José Edivaldo Rocha Rotondano, na mesa de abertura. O evento integra as ações do programa Fazendo Justiça, coordenado pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A ação conta ainda com o apoio do Canal Curta!, Grupo Companhia das Letras e Editora Mostarda.

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As autoridades da solenidade de abertura reforçaram a necessidade de políticas intersetoriais para promover inclusão e cidadania aos adolescentes nas unidades socioeducativas. “O direito à cultura é garantido por leis internacionais, como afirmam as regras de Beijing, de Havana e o próprio ECA. Mas colocar a adolescência em cena é mais do que garantir visibilidade, é reconhecer o direito de criar, de imaginar e de ocupar espaços. Quando a juventude se expressa, ela transforma”, disse a coordenadora da Unidade de Governança e Justiça para o Desenvolvimento do PNUD Brasil, Andréa Bolzon.

e tarde

4º Caminhos Literários no Socioeducativo – Abertura – 3 de julho de 2025 (Tarde)

Texto: Natasha Cruz e Renata Assumpção
Edição: Nataly Costa e Debora Zampier
Agência CNJ de Notícias

Fonte Oficial: Portal CNJ

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