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Acordo de cooperação pode extinguir até 650 mil processos de conselhos profissionais

Entre os 20 maiores litigantes do país no polo ativo, seis são conselhos profissionais. Em busca de diminuir esse acervo, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, firmou acordo de cooperação técnica com cinco dos seis tribunais regionais federais e os conselhos federais dos Representantes Comerciais e de Contabilidade, na tarde desta terça-feira (26/8). 

As execuções fiscais desses conselhos representam 21% de todas as execuções fiscais pendentes na Justiça Federal atualmente, o que corresponde a 650 mil processos, quase todos de cobrança de mensalidades de profissionais afiliados a essas entidades. “Portanto, grande quantidade desses processos pode ser enquadrada nas resoluções do CNJ para diminuir a litigiosidade judicial. Apenas 5% deles têm valor igual ou superior a R$ 10 mil”, pontuou Barroso. 

“Todos essas ações paradas há mais de um ano deverão ser extintos porque sem penhora de bens ou citação do devedor, não se vai chegar a lugar algum”, reforçou o ministro. Ele lembrou que a assinatura do convênio representa a observância pelos conselhos à consulta feita ao CNJ sobre a possibilidade de essas organizações também estarem sujeitas às regras previstas na Resolução CNJ n. 547/2024 

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O ato normativo estabelece que as execuções fiscais com valores abaixo de R$ 10 mil, sem movimentação útil por mais de um ano e sem localização de bens penhoráveis, devem ser extintas, assim como passa a ser exigido o prévio protesto do título antes do ajuizamento da execução. Ele justificou que a cobrança da dívida em juízo tem sido o maior gargalo do Poder Judiciário brasileiro, com baixíssima efetividade. “A arrecadação é inferior a 2% do valor que se pretende recuperar”, explicou. 

A partir da Resolução CNJ n. 547/2024, a taxa de congestionamento gerada pelas execuções fiscais, que estava em quase 84%, caiu para 69%. “Conseguimos extinguir 13 milhões de ações entre outubro de 2023 e junho de 2025”, sublinhou o ministro. “Esse acordo é mais um esforço que fazemos para diminuir a judicialização no país, que compromete a celeridade e a qualidade com que o Judiciário deve atuar”, destacou o ministro Barroso. 

O presidente do CNJ ainda destacou que o acordo estará aberto a todos os conselhos federais e regionais que queiram tornar mais eficiente o trâmite de suas execuções fiscais. O documento, com validade de 60 meses, vai ajudar na troca de informações entre as bases de dados dos conselhos, da Justiça Federal e do CNJ para atualização das informações sobre os processos possíveis de serem extintos. 

Além do ministro Barroso, assinaram o acordo de cooperação técnica, os presidentes dos tribunais regionais federais da 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª regiões, o presidente do Conselho Federal dos Representantes Comerciais, Archimedes Cavalcanti Júnior, e o presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Aécio Prado Dantas Júnior. 

Reveja a cerimônia de assinatura do acordo no canal do CNJ no YouTube

Texto: Maragareth Lourenço
Edição: Thaís Cieglinski
Agência CNJ de Notícias 

 

Fonte Oficial: Portal CNJ

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