A composição das bancas examinadoras de concursos públicos e processos seletivos no Brasil tem ganhado atenção não apenas pelo rigor técnico, mas também pela representatividade e diversidade de seus membros. Garantir pluralidade de gênero, étnico-racial, regional e de experiências profissionais contribui para avaliações mais justas, equilibradas e alinhadas às necessidades da sociedade contemporânea.
Bancas homogêneas podem, ainda que de forma involuntária, reproduzir vieses que influenciam a elaboração de provas, a correção de questões e a interpretação de desempenho dos candidatos. Por outro lado, a diversidade amplia a visão sobre competências, estimula debates internos mais ricos e reduz o risco de decisões pautadas apenas por uma perspectiva restrita. Em concursos jurídicos, isso é particularmente relevante, já que os profissionais aprovados terão papel direto na garantia de direitos fundamentais e na administração da justiça.
Além da representatividade, a diversidade nas bancas estimula inovação na formulação de questões e na avaliação de respostas. Experiências diferentes permitem que os examinadores considerem múltiplos contextos, interpretando não apenas o conhecimento técnico, mas também a capacidade de raciocínio crítico e de aplicação prática do Direito.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, enfatiza a relevância do tema: “A diversidade em bancas examinadoras não é um luxo, mas uma necessidade. Ela fortalece a legitimidade do processo seletivo e garante que a seleção de candidatos reflita, de maneira mais justa, a pluralidade da sociedade que esses profissionais irão atender”.
Investir na diversidade das bancas não apenas aprimora a qualidade das avaliações, mas também fortalece a confiança da sociedade nos concursos públicos. Ao valorizar diferentes perspectivas, instituições e órgãos seletivos contribuem para a formação de profissionais mais preparados, éticos e conscientes do papel social que exercerão em suas carreiras jurídicas.
