No ambiente judicial, a formulação de perguntas durante as audiências é uma habilidade fundamental para promotores e juízes. Saber como conduzir o interrogatório, esclarecer fatos e obter informações relevantes pode fazer toda a diferença na construção da verdade e na efetividade do processo. Essa arte requer técnica, sensibilidade e domínio do Direito, além de preparo estratégico para cada caso.
Perguntas bem elaboradas permitem que os fatos sejam revelados com clareza, evitando ambiguidades e facilitando a compreensão do contexto. Para isso, é essencial que promotores e magistrados formulem questões objetivas, diretas e, ao mesmo tempo, abertas na medida certa para permitir respostas detalhadas quando necessário. Evitar perguntas que induzam ou prejudiquem a imparcialidade é também um cuidado indispensável.
Marcos Soares, do Portal do Magistrado, destaca que “a capacidade de elaborar perguntas que promovam a elucidação dos fatos sem constranger as testemunhas é um diferencial de profissionais experientes. Trata-se de uma ferramenta que alia técnica jurídica e sensibilidade humana, fundamental para o bom andamento das audiências.”
Além do conteúdo, a maneira como as perguntas são feitas, com respeito e controle emocional, influencia diretamente no resultado do ato. Um tom firme, mas cortês, ajuda a manter a ordem e o respeito no ambiente, além de facilitar a obtenção de respostas verdadeiras.
Outra técnica importante é o planejamento prévio das perguntas, que deve considerar as provas já colhidas e os objetivos da audiência. Flexibilidade para adaptar o roteiro diante das respostas e o desenvolvimento dos fatos também é crucial para aproveitar ao máximo o interrogatório.
Em suma, a arte de formular perguntas vai muito além da simples curiosidade investigativa. Ela é um instrumento jurídico que, quando dominado, potencializa o trabalho do Ministério Público e da magistratura, contribuindo para decisões mais justas e fundamentadas. Desenvolver essa competência é, portanto, um investimento essencial para quem atua no sistema de justiça.
