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A Relação entre Juiz e Escrivão: Boas Práticas na Gestão de Cartórios

A boa gestão de cartórios judiciais passa, necessariamente, por uma relação funcional eficaz entre juiz e escrivão. Essa parceria é fundamental para garantir celeridade processual, organização administrativa e cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Embora cada um tenha funções distintas no organograma do Judiciário, o alinhamento entre essas duas figuras é essencial para o funcionamento de qualquer unidade jurisdicional.

Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, aponta que “a eficiência da vara judicial não depende apenas da atuação do juiz como condutor do processo, mas também da sinergia entre magistrado e a chefia de cartório, que precisa ser técnica, respeitosa e orientada por objetivos comuns”. Ele destaca ainda que a autonomia técnica do escrivão deve ser reconhecida, sem prejuízo da autoridade do magistrado, o que fortalece a confiança e a divisão de responsabilidades.

O juiz, como presidente da unidade jurisdicional, tem a função de dirigir os trabalhos e orientar os servidores para a melhor prestação do serviço público. Já o escrivão — ou chefe de secretaria, dependendo da nomenclatura local — é o responsável direto pela organização dos atos processuais, cumprimento dos despachos e sentenças, além da supervisão da equipe cartorária.

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Para que essa relação funcione de forma saudável, boas práticas de gestão são recomendadas. A primeira delas é o estabelecimento de rotinas claras e objetivos compartilhados. Reuniões periódicas entre juiz e escrivania ajudam a identificar gargalos, definir prioridades e criar mecanismos de controle de prazos.

Outra estratégia eficiente é a adoção de ferramentas tecnológicas para acompanhamento de produtividade e triagem de processos, como os painéis de BI (Business Intelligence) disponibilizados pelos tribunais. Além disso, o incentivo à capacitação contínua dos servidores fortalece a atuação técnica da equipe e melhora o ambiente de trabalho.

A comunicação também ocupa papel central nessa relação. Juízes que mantêm canais abertos de diálogo e reconhecem a importância do trabalho do escrivão costumam ter cartórios mais organizados, com menor rotatividade e melhor clima institucional. Isso impacta diretamente na satisfação dos jurisdicionados e na imagem do Poder Judiciário como um todo.

Em um Judiciário cada vez mais voltado para resultados, o alinhamento entre magistratura e cartório não pode ser improvisado. Exige planejamento, respeito mútuo e compromisso com a missão pública de entregar justiça de forma eficiente e humanizada.

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