A magistratura exige equilíbrio entre técnica jurídica, imparcialidade e sensibilidade humana. Decidir com justiça vai além de aplicar a lei; envolve compreender as circunstâncias das partes, avaliar impactos das decisões e exercer empatia sem comprometer a impessoalidade exigida pelo cargo. Esse desafio é diário para juízes que atuam em diversas áreas do Direito, especialmente em varas de família, cível e criminal.
No cotidiano, os magistrados analisam processos complexos, ouvem partes, testemunhas e advogados, e elaboram sentenças que podem afetar diretamente a vida de indivíduos ou comunidades. A empatia permite compreender contextos sociais, econômicos e emocionais envolvidos, ajudando a fundamentar decisões de forma mais humana, equilibrada e justa. Ao mesmo tempo, é essencial que o juiz mantenha distanciamento suficiente para evitar influências indevidas, garantindo imparcialidade e respeitando os princípios do devido processo legal.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, ressalta que “acompanhar a atuação de magistrados revela que a empatia não diminui a objetividade; pelo contrário, ela fortalece a Justiça. Um juiz que entende a realidade das partes consegue fundamentar melhor suas decisões, equilibrando técnica jurídica com sensibilidade humana, sem perder a imparcialidade que o cargo exige.”
Além da tomada de decisão, a empatia auxilia na condução das audiências, tornando o ambiente mais claro, respeitoso e colaborativo. Em casos delicados, como disputas familiares ou questões de violência, o magistrado pode contribuir para a resolução de conflitos de maneira mais eficaz, promovendo conciliação e evitando desgastes desnecessários.
O desenvolvimento dessa habilidade exige prática, reflexão e constante atualização sobre legislação, jurisprudência e técnicas de mediação. Também é fundamental conhecer aspectos psicológicos e sociais que influenciam o comportamento das partes, ajudando a interpretar corretamente demandas e sinais durante os processos.
Em síntese, magistratura e empatia caminham juntas quando aplicadas de forma equilibrada. A capacidade de compreender contextos humanos sem comprometer a imparcialidade garante decisões mais justas, fortalece a credibilidade do Judiciário e contribui para um sistema mais humano, eficiente e confiável.
