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Como Funciona a Correição Ordinária e Extraordinária no Poder Judiciário

A correição é um instrumento essencial de fiscalização e controle interno no Poder Judiciário, permitindo que tribunais acompanhem, avaliem e orientem a atuação de juízes, servidores e unidades judiciárias. Ela pode ocorrer de forma ordinária, seguindo calendário pré-estabelecido, ou extraordinária, motivada por situações específicas que exijam análise detalhada, como atrasos processuais, reclamações ou indícios de irregularidades.

Na correição ordinária, tribunais realizam inspeções periódicas, revisando processos, verificando prazos, analisando a produtividade das unidades e assegurando que procedimentos internos estejam em conformidade com normas legais e administrativas. Já a correição extraordinária é acionada em casos pontuais, permitindo que problemas identificados sejam apurados de forma mais rápida e precisa, garantindo correção e orientação imediata quando necessário.

Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, explica que “a correição, seja ordinária ou extraordinária, é uma ferramenta fundamental para a eficiência e transparência do Judiciário. Ela permite identificar falhas, orientar magistrados e servidores e assegurar que os procedimentos sigam os princípios legais e éticos”. Ele acrescenta que, além do caráter fiscalizatório, a correição tem papel pedagógico, promovendo melhoria contínua na gestão e na prestação jurisdicional.

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Durante esses processos, são analisados aspectos como organização de arquivos, cumprimento de prazos, utilização de sistemas de informação, atendimento ao público e cumprimento de determinações judiciais. Recomenda-se que juízes e servidores mantenham registros claros e atualizados, promovendo a conformidade e facilitando o trabalho das equipes correcionais.

Portanto, a correição ordinária e extraordinária representa um mecanismo estratégico para fortalecer a eficiência, a transparência e a confiabilidade do Poder Judiciário. Ao combinar fiscalização rigorosa e orientação técnica, essas ferramentas contribuem para a melhoria contínua dos serviços judiciais e para a promoção de uma Justiça mais ágil, segura e responsável.

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