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Direito e Tecnologia: Como a Inteligência Artificial Impacta a Rotina no Judiciário

A utilização da inteligência artificial (IA) no Judiciário vem transformando a rotina de juízes, promotores e servidores, oferecendo ferramentas capazes de agilizar análises, organizar processos e até sugerir decisões com base em precedentes jurídicos. Essa tecnologia tem potencial para aumentar a eficiência, reduzir backlog de processos e melhorar a gestão do tempo, mas também levanta questões sobre limites éticos, responsabilidade e segurança jurídica.

No cotidiano dos tribunais, sistemas de IA podem auxiliar na triagem de processos, identificação de jurisprudência relevante, conferência de documentos e até na previsão de riscos ou padrões em casos recorrentes. No entanto, os profissionais do Direito precisam compreender que a IA é um instrumento de apoio e não substitui a análise crítica do magistrado ou a atuação ética de advogados e promotores.

Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, explica que “a inteligência artificial oferece oportunidades significativas para aumentar a produtividade e a precisão no Judiciário, mas exige preparo técnico e atenção às limitações. É fundamental que juízes e servidores saibam utilizar essas ferramentas de forma responsável, mantendo o controle sobre decisões que afetam direitos e garantias individuais”. Ele reforça que a integração de tecnologia e Direito deve sempre priorizar a transparência, a segurança e a efetividade da Justiça.

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Além dos ganhos operacionais, a IA também gera desafios práticos e jurídicos, como a necessidade de compreender os critérios usados pelos algoritmos, prevenir vieses em decisões automatizadas e garantir que informações sensíveis estejam protegidas. A formação contínua de magistrados e servidores se torna essencial para aproveitar as vantagens da tecnologia sem comprometer princípios legais e éticos.

Portanto, a inteligência artificial no Judiciário representa um avanço importante na gestão e análise de processos, mas seu impacto positivo depende do equilíbrio entre tecnologia, conhecimento jurídico e responsabilidade ética. Quando bem utilizada, a IA pode tornar a Justiça mais ágil, precisa e acessível, transformando a rotina do Direito sem substituir o papel decisivo dos profissionais da área.

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