Com o tema “Horizontes Colaborativos: inovação para o futuro”, Belo Horizonte sediou, entre 21 e 22 de agosto, o Fest Labs Sudeste, que reuniu cerca de 80 integrantes dos laboratórios de inovação dos tribunais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. A programação contou com palestras, oficinas, rodas de conversa, apresentações de projetos e imersão em atividades práticas, com foco no fortalecimento da cultura de inovação e na construção de redes de cooperação no Judiciário.
O Fest Labs Sudeste é fruto de parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Regional Federal da 6.ª Região (TRF-6), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª Região (TRT-3), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e o Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJMMG).
Essa foi a quarta edição dos encontros regionais deste ano, que já passaram por Nordeste, Sul e Centro-Oeste. O ciclo se encerra com o Fest Labs Nacional, previsto para a primeira semana de setembro, em Belém (PA).
Na abertura do evento, a conselheira do CNJ Daniela Madeira destacou a responsabilidade social e a centralidade das pessoas nos processos de inovação, ressaltando que eles devem estar alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Ela também falou sobre a importância dos laboratórios de inovação dos tribunais para difundir a cultura da inovação, com criatividade, colaboração e horizontalidade.
“Não adianta apontar os defeitos, temos de trazer soluções. Com ferramentas, é possível garantir mais eficiência para o nosso trabalho. Por isso, estamos aqui para solucionar os desafios do dia a dia e impactar a prestação jurisdicional na ponta”, disse.
Para o coordenador do laboratório de inovação do Tribunal Regional da 6.ª Região, desembargador Pedro Felipe de Oliveira, o Fest Labs Sudeste foi uma oportunidade de refletir sobre o papel dos laboratórios de inovação dentro das próprias cortes.
“Esse debate, que se revelou urgente para todos os laboratórios que estavam aqui, mostrou a importância de melhorarmos a comunicação, a linguagem, as estratégias de escuta e o alinhamento com outras unidades para construirmos um processo de acolhimento e maximização das boas práticas nos tribunais. Um laboratório de inovação sólido internamente é capaz de gerar impacto real na qualidade de vida de magistrados e servidores e de oferecer práticas e produtos consistentes que podem ser compartilhados e replicados em nível nacional”, explicou.
Soluções conectadas
Durante os dois dias de atividades, magistradas e magistrados e servidoras e servidores tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e conhecer iniciativas que transformam a Justiça brasileira. Entre as soluções apresentadas, ganhou destaque o portal Jus.br, desenvolvido no âmbito do Programa Justiça 4.0, que reúne em um só ambiente digital diversos serviços e sistemas processuais brasileiros.
Durante o Fest Labs Sudeste, também foi apresentado um dos projetos incubados pelo Conecta: o Banco de Sentenças Militares, iniciativa conjunta entre o Superior Tribunal Militar (STM) e os tribunais militares estaduais de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A plataforma centraliza decisões judiciais, permitindo que a sociedade acesse, em um só lugar, toda a produção desse ramo da Justiça. A ideia da solução é ampliar a transparência, facilitar o acesso a informações especializadas e apoiar o trabalho de magistradas e magistrados, membros do Ministério Público, defensoras e defensores, advogadas e advogados e pesquisadores da área.
Programa Justiça 4.0
A iniciativa resulta de um acordo de cooperação firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu objetivo é desenvolver e aprimorar soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população.
Texto: Danielle Pereira
Edição: Vanessa Beltrame
Revisão: Caroline Zanetti
Agência CNJ de Notícias
Fonte Oficial: Portal CNJ
