O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu, nesta sexta-feira (22/8), o seminário “Racismo no Futebol: o combate à discriminação nos estádios”. O evento reuniu, ao longo de todo o dia, autoridades do Judiciário, dirigentes esportivos, atletas e representantes da sociedade civil, com o objetivo de aprofundar o debate sobre o enfrentamento às práticas discriminatórias no esporte mais popular do país.
Na abertura, o conselheiro do CNJ Caputo Bastos ressaltou a relevância de tratar o tema no ambiente do Judiciário. “O futebol transcende o gosto das pessoas, é uma questão cultural do nosso país, mas que, infelizmente, ainda é marcado por incidentes que ocorrem não só nas arenas, mas também no entorno delas. Temos que ter a sensibilidade de trazer para o Judiciário a discussão desses temas, que, às vezes, são delicados, mas que exigem coragem para serem enfrentados”, afirmou.
Caputo destacou ainda o trabalho desenvolvido pelo grupo Paz nas Arenas, coordenado por ele no CNJ. O colegiado atua em cinco eixos principais, entre eles: a regulamentação dos juizados do torcedor e o combate ao racismo e à discriminação. Ele ressaltou ainda a importância de medidas concretas para a responsabilização. “Teremos na ficha de antecedentes as questões do juizado do torcedor. Essa pessoa, nesse banimento da Justiça, não poderá frequentar nenhuma arena”, explicou.
O seminário contou com quatro painéis temáticos com os temas: Sistema Judicial no Enfrentamento ao Racismo; A Justiça Desportiva no Combate à Discriminação; Sociedade Civil, Clubes de Futebol e Árbitros no Enfrentamento ao Racismo; e Vítimas de Discriminação, Combate à Homofobia e Justiça Restaurativa.
Também participou do evento o conselheiro do CNJ Guilherme Feliciano. Entre os palestrantes, estiveram: o ex-goleiro Aranha, vítima de ofensas racistas em campo; dirigentes de futebol como Émerson Ferreti, Guilherme Bellintani e Nilton Almeida; além de representantes da arbitragem, da Justiça Desportiva e da magistratura.
Reveja o evento no canal do CNJ no YouTube.
Manhã
Tarde
Texto: Henrique Valente
Supervisão: Sarah Barros
Revisão: Caroline Zanetti
Agência CNJ de Notícias
Fonte Oficial: Portal CNJ

