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A Inteligência Artificial Pode Substituir o Advogado? O Que Esperar do Futuro Próximo

O avanço da inteligência artificial (IA) tem provocado debates intensos em diversas áreas, e o Direito não é exceção. Ferramentas capazes de analisar documentos jurídicos, elaborar petições iniciais, realizar pesquisas jurisprudenciais e até sugerir estratégias de defesa já estão em uso em escritórios de advocacia no Brasil e no mundo. Essa transformação levanta uma questão central: até que ponto a tecnologia pode substituir o trabalho do advogado?

Especialistas apontam que, embora a IA tenha potencial para automatizar tarefas repetitivas e reduzir o tempo gasto em atividades burocráticas, a substituição completa do advogado não parece viável no curto prazo. A profissão envolve não apenas técnica, mas também interpretação, sensibilidade e capacidade de mediação em conflitos humanos — aspectos que a tecnologia ainda não é capaz de reproduzir com profundidade. A atuação em audiências, a negociação direta com clientes e a adaptação de estratégias jurídicas diante de nuances específicas continuam sendo funções essencialmente humanas.

No campo jurídico, a aplicação da IA deve ser vista como um instrumento complementar, alinhado ao princípio da eficiência, previsto no artigo 37 da Constituição Federal, que orienta a administração pública e, de forma indireta, também impacta o sistema de Justiça. Escritórios que adotam ferramentas de automação conseguem atender mais clientes com maior rapidez, mas a responsabilidade ética e a interpretação jurídica permanecem sob o comando do profissional da advocacia.

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De acordo com o jornalista Marcos Soares, do Portal do Magistrado, o desafio está em equilibrar inovação e tradição: “A inteligência artificial já é uma realidade no Direito, mas não pode ser encarada como substituta do advogado. O que veremos é uma advocacia apoiada por tecnologia, mais estratégica e menos sobrecarregada com tarefas repetitivas. Quem souber integrar essas ferramentas à prática diária terá vantagem competitiva, mas o fator humano continuará sendo insubstituível”.

Assim, a questão não é se a IA vai eliminar a função do advogado, mas como vai transformá-la. O futuro próximo aponta para uma advocacia híbrida, em que tecnologia e atuação humana caminham juntas. Os profissionais que se adaptarem a essa nova realidade terão não apenas mais eficiência, mas também mais espaço para concentrar seus esforços naquilo que realmente diferencia o trabalho jurídico: a defesa dos direitos fundamentais e a busca pela justiça.

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