O debate sobre a advocacia antirracista tem ganhado força no Brasil, impulsionando mudanças na atuação dos profissionais do Direito e nas práticas adotadas nos fóruns. A valorização da equidade racial, o combate a preconceitos implícitos e a atenção às demandas de grupos historicamente marginalizados têm se tornado pilares de uma advocacia mais inclusiva e socialmente responsável.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, ressalta que “a advocacia antirracista não se limita à defesa em casos específicos; ela exige que o advogado adote uma postura ética, consciente e proativa na identificação e combate a práticas discriminatórias dentro do sistema judicial”. Sua análise evidencia que o compromisso com a igualdade deve permear desde estratégias processuais até a interação com clientes e colegas de profissão.
Entre as novas práticas observadas nos fóruns estão a priorização de casos relacionados a discriminação racial, a aplicação de técnicas de argumentação que considerem o impacto social das decisões e a capacitação contínua dos advogados em direitos humanos e legislação antidiscriminatória. Além disso, instituições de ensino e órgãos representativos têm promovido cursos e seminários sobre inclusão racial e viés inconsciente.
Especialistas afirmam que a advocacia antirracista contribui para fortalecer a confiança da sociedade no Judiciário, promovendo decisões mais justas e equilibradas. A integração de princípios de equidade racial nas práticas jurídicas é vista como um passo essencial para reduzir desigualdades e ampliar a proteção de direitos fundamentais.
Em um contexto de crescente atenção à justiça social, a advocacia antirracista se apresenta como um modelo de atuação ética e inovadora, capaz de transformar não apenas a prática profissional, mas também a percepção pública sobre o sistema de Justiça.
