O avanço da tecnologia trouxe à tona novos desafios para o Judiciário brasileiro, especialmente com a disseminação de deepfakes, provas digitais manipuladas e informações falsas que podem comprometer a integridade de processos judiciais. Casos recentes mostram que imagens e vídeos falsificados são cada vez mais usados como evidência, exigindo do sistema jurídico respostas rápidas e eficientes.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, destaca que “o Judiciário precisa combinar tecnologia, conhecimento jurídico e ética para identificar e combater provas fraudulentas. A análise humana continua sendo insubstituível, especialmente em casos complexos que envolvem direitos fundamentais”. Sua opinião reforça a ideia de que, embora existam ferramentas de verificação digital, o julgamento crítico do magistrado é essencial para garantir justiça e segurança jurídica.
Tribunais de todo o país têm investido em unidades especializadas em perícia digital e capacitação de servidores para lidar com conteúdos manipulados. Além disso, normas e protocolos estão sendo atualizados para permitir a admissibilidade de provas digitais, garantindo que apenas evidências autênticas sejam consideradas em processos judiciais.
Especialistas afirmam que a prevenção é tão importante quanto a detecção. A disseminação de desinformação pode influenciar não apenas decisões judiciais, mas também a percepção pública sobre o sistema de justiça. Por isso, o Judiciário tem buscado parcerias com universidades, empresas de tecnologia e órgãos de investigação para criar mecanismos de checagem e verificação de dados.
Em um contexto marcado pela rápida evolução tecnológica, a reação do Judiciário é decisiva para manter a confiança da sociedade. A combinação de perícia digital, capacitação contínua e atuação ética garante que deepfakes e provas falsas não comprometam a credibilidade das decisões judiciais.
