O perfil do magistrado contemporâneo vai além do domínio técnico do Direito. No século XXI, juízes precisam conciliar conhecimento jurídico, empatia e consciência social para tomar decisões que sejam justas, fundamentadas e sensíveis às realidades sociais das partes envolvidas. Essa evolução reflete a transformação do Judiciário frente às demandas de uma sociedade mais complexa e diversificada.
O exercício da magistratura hoje exige habilidades de comunicação, compreensão de contextos sociais e capacidade de análise estratégica. Juízes precisam considerar não apenas os aspectos legais, mas também os impactos sociais e humanos de suas decisões, garantindo que o exercício da Justiça seja equilibrado e inclusivo.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, afirma que “o juiz moderno não pode se limitar à aplicação mecânica da lei. É essencial combinar técnica jurídica, sensibilidade às diferenças sociais e responsabilidade institucional, assegurando decisões que promovam justiça e confiança da sociedade no sistema judicial.”
Além disso, a atuação do magistrado contemporâneo envolve acompanhamento das mudanças legislativas, uso responsável da tecnologia e integração com políticas públicas. A empatia e a visão social ajudam a contextualizar conflitos e a identificar soluções que respeitem direitos fundamentais, promovendo decisões mais humanas e eficazes.
A combinação de técnica, empatia e responsabilidade social fortalece o papel do juiz como agente de transformação, capaz de equilibrar eficiência processual com justiça substancial. Esse modelo de magistratura contribui para um Judiciário mais conectado com as necessidades da sociedade, reforçando a credibilidade e a legitimidade das decisões judiciais.
