O projeto Diálogos com as Juventudes, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no âmbito do programa Justiça Plural, chegou ao Rio Grande do Sul abrindo espaço para que alunos de Porto Alegre e Gravataí discutissem equidade étnico-racial e cidadania digital. Os encontros buscaram fortalecer a compreensão dos jovens sobre direitos, deveres, identidades e atuação responsável na sociedade.
Nos dias 24 e 25 de novembro, duas oficinas mobilizaram estudantes da Escola Municipal de Educação Básica Doutor Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Porto Alegre, e do Colégio Nicolau Chiavaro Neto, em Gravataí. A proposta central do projeto é aproximar o Judiciário dos jovens brasileiros por meio de rodas de conversa que estejam conectadas ao cotidiano dessas pessoas.
As atividades foram conduzidas pelas magistradas Marina Fernandes de Carvalho e Samyra Remzeti Bernardi, além do magistrado Charles Maciel Bittencourt, que utilizaram exemplos práticos para abordar temas como racismo estrutural, racismo ambiental, discriminação e convivência no ambiente digital. “O projeto aborda temas atuais. Para atravessá-los, falamos sobre direitos humanos, sobre a importância de ter informação sobre nossos direitos e sobre acesso à Justiça”, destacou a juíza Samyra Bernardi.
Com explicações sobre legislação, dinâmicas participativas e conversas abertas, as oficinas incentivaram os estudantes a relacionarem os conteúdos às próprias experiências. Uma das alunas avaliou positivamente o encontro: “Eu não sou tão interessada pela área do Direito, mas foi muito bom saber mais sobre as leis e sobre os direitos que eu tenho como mulher e estudante. Posso levar isso para o trabalho, para os meus amigos, para os lugares que frequento”.
O projeto
O Diálogos com as Juventudes é uma ação do programa Justiça Plural que visa aproximar o Judiciário das juventudes do país. Em parceria com a ONG Viração, organização com mais de 20 anos de atuação em educomunicação, o projeto desenvolveu cartilhas e materiais educativos que apoiam escolas a realizarem reflexões sobre cidadania, direitos humanos e participação juvenil.
Justiça Plural
O programa Justiça Plural, iniciativa de cooperação internacional entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), tem como objetivo fortalecer as capacidades do Poder Judiciário na promoção dos direitos humanos e socioambientais e ampliar o acesso à Justiça por populações historicamente vulnerabilizadas.
Texto: Lali Mareco
Edição: Sâmia Bechelane
Revisão: Caroline Zanetti
Agência CNJ de Notícias
Fonte Oficial: Portal CNJ
