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Tribunais superiores avaliam alcance dos macrodesafios nacionais para suas atividades

A atuação dos tribunais superiores no cumprimento dos macrodesafios nacionais para o Poder Judiciário foi apresentada pelos representantes das Cortes no período da tarde do segundo dia do 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, nesta terça-feira (2/12). “Um dos objetivos desse evento é apresentar os resultados e avanços ao longo de 2025 e as perspectivas para o próximo ano, bem como compartilhar inciativas realizadas pelos tribunais superiores”, destacou o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, presente no painel.

Representando o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, o corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell Marques, relacionou a atuação do STJ ao longo do ano. Entre os eventos realizados pela Tribunal da Cidadania, como o órgão é conhecido, salientou acordo assinado com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “Trata-se de iniciativa para fortalecer a cidadania e ampliar o diálogo sobre direitos humanos com toda a magistratura brasileira”, informou o corregedor.

Sobre os macrodesafios em processos internos, o ministro falou da agilidade e da produtividade na prestação jurisdicional alcançada pelo STJ por meio da criação de força-tarefa de juízes convocados para redução do acervo da Terceira Sessão de Processos Criminais, de 52.250 processos para 19.456. “Foi uma redução de 62,76%”, sublinhou o ministro. Já na Segunda Sessão de Direito Privado, a redução do acervo foi de 64.643 para 46.957, redução de 27,36% do acervo.

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O ministro Campbell salientou também a realização dos eventos 8º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros e o 5º Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as Formas de Discriminação, a serem realizados em 9 de dezembro. Os dois eventos contarão com a participação de integrantes do CNJ e da magistratura, entre outros órgãos do Sistema de Justiça. “Serão abordadas temáticas como saúde física e mental da população negra, racismo ambiental e o envelhecimento da pessoa negra”, exemplificou.

Ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST. Foto: Rômulo Serpa/CNJ

Trabalho descente

Em sua apresentação, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello, trouxe os desafios que movem o TST, os 24 tribunais regionais e as suas mais de 500 varas. “Na afirmação de seu papel de justiça social, para 2026, queremos expandir a capilaridade da Corte para a tornar cada vez mais eficiente e próxima do cidadão brasileiro”, ressaltou Vieira de Mello.

Ele aproveitou para citar que, em parceira com o CNJ e de forma inédita, o TST criou o Observatório do Trabalho Decente do Poder Judiciário. “Nessa iniciativa, olhamos para o mundo do trabalho em todas as suas feições e dimensões acompanhando as mudanças para além do debate da sua natureza empregatícia, como o combate ao trabalho escravo, infantil e a promoção”, disse.

Ele reforçou que não há desenvolvimento pleno sem trabalho descente e destacou a importância da política de interiorização do tribunal, que começou pelo norte da Amazônia, por meio de itinerâncias e atendimento on-line, entre outras possibilidades.

No seu entendimento, o momento atual é desafiador devido às profundas transformações que passa o mundo do trabalho, com alterações, por exemplo, na contratação dos trabalhadores. Ele pontou que a diminuição dos contratos por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) substituídos pelos de Pessoa Jurídica resulta em menos direitos, menos contribuições previdenciárias e não depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que vão repercutir no futuro desses trabalhadores, além da própria dinâmica da Justiça do Trabalho.

Ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do STM.
Foto: Luiz Silveira/CNJ

Equidade

Por fim, a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, organizou sua apresentação relacionando as atividades da Corte com o relacionamento com a sociedade, os processos internos e o aprendizado e crescimento profissional da força de trabalgo. “Cada integrante do STM faz parte de um projeto maior alinhado às diretrizes do CNJ e ao compromisso dessa justiça especializada com o Brasil”, assegurou.

Nesse sentido, entre outras iniciativas, destacou a criação do Observatório pró-Equidade da Justiça Militar da União. “Trata-se de espaço permanente de escuta ativa das queixas e sentimentos de grupos historicamente marginalizados que encontram ressonância em nossas políticas internas para tratar de questões como igualdade racial equidade de gênero acessibilidade e inclusão”, explicou.

A ministra ainda ressaltou a conquista do Prêmio Índice de Promoção de Equidade Racial, concedido pelo CNJ. “A certificação aponta que nossa atuação está contribuindo para romper barreiras seculares”, disse. Maria Elizabeth citou também a realização da quarta edição do evento Mulheres na Justiça. “Em parceria com o CNJ é um momento em que são acolhidas não só magistradas, servidoras, terceirizadas, estagiarias e colaboradoras para um aprendizado e crescimento de valorização do capital humano”, pontuou.

Assista ao painel:

Fonte Oficial: Portal CNJ

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