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Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Defensoria garante medidas protetivas, luz e água para mãe e filha em Piracicaba

Justiça atende pedido da instituição para proibir corte de serviços essenciais

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 19:30 | Atualizado em 13 de agosto às 19:30

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A atuação da 5ª Defensoria Pública de Piracicaba impediu o desligamento dos serviços de água e energia elétrica de uma mulher vítima de violência doméstica e de sua filha de 6 anos. Em decisão proferida pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Piracicaba, a Justiça acolheu pedido da instituição e concedeu novas medidas protetivas de urgência à mulher e à criança, com o objetivo de preservar sua segurança e garantir condições dignas de moradia.  

A assistida manteve união estável por cerca de sete anos com o ex-companheiro e permaneceu no imóvel do casal com a filha após concessão de medida protetiva para o afastamento do agressor do lar.  Segundo relatado à Defensoria Pública, após a separação, o homem teria solicitado às concessionárias SEMAE e CPFL o desligamento dos serviços de água e energia elétrica, em uma tentativa de constranger a mulher e forçar sua saída do imóvel.  

Ao analisar o caso, a Justiça considerou que a proibição do corte dos serviços essenciais e a transferência da titularidade das contas para a assistida decorrem da concessão das medidas protetivas e da garantia de permanência da vítima no imóvel. A decisão determinou que as concessionárias se abstenham de interromper o fornecimento de água e energia elétrica ou, caso o corte já tenha sido realizado, providenciem o religamento imediato dos serviços. A instituição também obteve a alteração da titularidade das contas de água e energia para o nome da assistida. 

Importância e repercussão 

Para a Defensora Carolina Bega, responsável pelo caso, a decisão representa importante avanço na efetividade das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, ao reconhecer que a violência doméstica pode assumir múltiplas formas, inclusive a patrimonial e psicológica, e que a proteção judicial deve ser ampla, garantindo o direito à moradia digna e ao acesso a serviços essenciais.  

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres em situação de violência e destaca a importância da atuação articulada entre Judiciário, órgãos de proteção e concessionárias para assegurar a efetividade das decisões judiciais e a integridade das vítimas. 

 

Fonte Oficial: https://www.defensoria.sp.def.br/web/guest/w/aos-20-anos-da-lei-maria-da-penha-defensoria-garante-medidas-protetivas-luz-e-agua-para-mae-e-filha-em-piracicaba

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