Os vencedores do Prêmio Auditoria de Geração de Valor — edição 2025 — foram anunciados nesta sexta-feira (1.º/8) durante o encerramento do Fórum Permanente de Auditoria do Poder Judiciário. Instituída pela Portaria n. 117/2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a premiação reconhece ações ou projetos inovadores que geram valor na atividade de auditoria interna no Judiciário.
O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) conquistou o primeiro lugar no Eixo 1, com o projeto Agentes de Auditoria, voltado à automação de relatórios e planos de ação com uso de inteligência artificial. O segmento reconhece iniciativas de inovação tecnológica e ferramentas digitais.
No Eixo 2, voltado para projetos de geração de valor para a administração, o trabalho vencedor foi Consultoria e gestão de riscos, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). A iniciativa atualiza e dissemina um novo modelo de gestão de riscos institucionais.
O primeiro lugar no Eixo 3, sobre eficiência e desburocratização dos processos, ficou com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), com o projeto de implantação de sistema informatizado de auditoria interna, integrado à gestão de riscos, processos e projetos. Cada eixo contou com três iniciativas concorrentes e os projetos classificados em segundo e terceiro lugar receberam menção honrosa.
A programação de encerramento do evento incluiu uma palestra sobre o uso de ferramentas tecnológicas na auditoria interna, conduzida pelo coordenador-geral de planejamento e inovação da Controladoria-Geral da União (CGU), Pedro Gazzola. A abordagem destacou o potencial das novas tecnologias para aprimorar os métodos de trabalho, aumentar a eficiência das análises e promover maior integração com a gestão estratégica dos tribunais.
Nova estratégia para o Siaud-Jud
Na ocasião, também foi apresentada a Estratégia Siaud-Jud 2025/2026, que tem como finalidade organizar e uniformizar os procedimentos de auditoria interna no Poder Judiciário. A estratégia propõe diretrizes, objetivos e indicadores para orientar a atuação do Sistema de Auditoria do Poder Judiciário (Siaud-Jud).
Entre as novidades anunciadas, estão o lançamento do Plano Plurianual das Ações Coordenadas da Auditoria, previsto para começar em 2026; a atualização do Manual de Auditoria; a criação de modelos padronizados de documentos; e a instituição de uma Rede de Apoio para Avaliação Externa de Capacidades de Auditoria Interna (IA-CM). A proposta contempla ainda ações voltadas à formação continuada dos auditores e à disseminação de boas práticas.
Outro projeto em desenvolvimento é o Repositório de Auditoria, que reúne histórico de auditorias realizadas no Judiciário, servindo de base para consulta e apoio técnico aos auditores internos.
Ação Coordenada de Auditoria 2025
O encerramento do Fórum também incluiu a apresentação de resultados preliminares da Ação Coordenada de Auditoria de 2025, que avaliou a aderência dos tribunais à Resolução CNJ n. 558/2024, especialmente quanto à gestão, ao registro e à destinação de recursos provenientes de sanções como penas de multa, prestações pecuniárias e perda de bens e valores.
A avaliação gerou um painel de resultados, ainda sob validação pelos órgãos judiciais participantes. Uma das informações de destaque é que 60% dos tribunais e seções judiciárias respondentes já possuem normativo que regulamenta, ao menos parcialmente, a gestão e a destinação desses recursos. A maioria das instituições contam com procedimentos uniformes para análise de prestação de contas.
Texto: Jéssica Vasconcelos
Edição: Sarah Barros
Revisão: Caroline Zanetti
Agência CNJ de Notícias
Fonte Oficial: Portal CNJ

