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Sustentação Oral: Como Controlar o Tempo e a Emoção em Tribunais

A sustentação oral é um momento decisivo em qualquer processo judicial, sendo a oportunidade em que advogados, promotores ou defensores públicos apresentam argumentos diretamente aos magistrados. Apesar de ser curta em tempo, geralmente entre 10 e 20 minutos, a eficácia da sustentação depende não apenas do conteúdo jurídico, mas também do controle emocional e da gestão do tempo pelo profissional.

Controlar o tempo em uma sustentação oral exige preparo e prática. É fundamental organizar os argumentos de forma clara e objetiva, priorizando os pontos mais relevantes do caso. Técnicas como elaborar um roteiro, marcar os tempos para cada tema e ensaiar a apresentação ajudam a manter a fluidez, evitando que o expositor ultrapasse o tempo permitido ou se perca em detalhes irrelevantes.

A emoção também desempenha papel importante. Marcos Soares, do Portal do Magistrado, explica que “manter a calma durante a sustentação oral não significa eliminar a emoção, mas equilibrá-la de forma que o raciocínio jurídico seja claro e persuasivo”. Ele ressalta que nervosismo ou ansiedade podem comprometer a comunicação e gerar interpretações equivocadas por parte do tribunal, prejudicando a defesa ou a argumentação em favor do Ministério Público.

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Além disso, é essencial conhecer o perfil dos magistrados e a dinâmica da sessão. Observar a linguagem corporal, o ritmo das intervenções e as perguntas dos juízes permite ajustar a abordagem em tempo real, tornando a sustentação mais eficiente e convincente. Técnicas de respiração, postura e contato visual podem ajudar a transmitir segurança e autoridade sem parecer artificial ou excessivamente ensaiado.

Por fim, dominar a sustentação oral é uma habilidade que exige treino constante, estudo detalhado do caso e atenção à própria comunicação. Profissionais que conseguem equilibrar conteúdo jurídico, tempo e emoção aumentam suas chances de impactar positivamente os tribunais, reforçando a importância do preparo e da inteligência emocional na prática jurídica.

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