in

Como a Advocacia Pode se Preparar para o Uso Ético da Inteligência Artificial

A inteligência artificial (IA) vem transformando o cotidiano da advocacia, oferecendo ferramentas que agilizam pesquisas jurídicas, análise de contratos e elaboração de documentos. No entanto, o uso dessa tecnologia levanta questões éticas e jurídicas que exigem atenção redobrada dos profissionais do Direito.

Para Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, “a adoção da inteligência artificial na advocacia deve ser guiada por princípios éticos, com transparência sobre suas limitações e sempre preservando a responsabilidade do advogado sobre as decisões tomadas”. Segundo ele, a tecnologia é uma aliada poderosa, mas não pode substituir o julgamento crítico e a interpretação humana, que são fundamentais para a prática jurídica.

Especialistas apontam que a preparação da advocacia para o uso ético da IA passa por três pilares principais: conhecimento tecnológico, atualização sobre regulamentações e desenvolvimento de políticas internas de compliance. Advogados que entendem como funcionam os algoritmos e quais são os riscos associados à automação conseguem utilizar a tecnologia de forma segura, aumentando produtividade sem comprometer a integridade profissional.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além disso, escritórios e departamentos jurídicos devem investir em treinamentos contínuos para capacitar suas equipes, implementando protocolos claros sobre a utilização de ferramentas de IA. A transparência com clientes e tribunais sobre o uso da tecnologia também é essencial, garantindo confiança e mitigando riscos de responsabilidade.

Com a inteligência artificial cada vez mais presente, a advocacia tem a oportunidade de evoluir para um modelo mais eficiente, ágil e inovador. Entretanto, a ética continua sendo o eixo central: o profissional que consegue equilibrar tecnologia e responsabilidade preserva a qualidade do serviço jurídico e a confiança da sociedade.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Papel do Magistrado Frente à Popularização das Decisões Automatizadas

Deepfakes, Provas Falsas e Desinformação: Como o Judiciário Está Reagindo