Com a crescente importância das práticas de ESG sigla para Environmental, Social and Governance empresas de todos os setores têm buscado implementar políticas que promovam sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa eficiente. Nesse contexto, o advogado assume um papel estratégico, atuando não apenas como conselheiro jurídico, mas também como fiscalizador da conformidade das ações corporativas.
O advogado deve garantir que as políticas ESG estejam alinhadas às leis e regulamentações vigentes, prevenindo riscos jurídicos e assegurando transparência nas operações da empresa. Além disso, sua atuação pode envolver a análise de contratos, relatórios de sustentabilidade, práticas trabalhistas e ambientais, e até a mediação de conflitos internos relacionados a responsabilidade corporativa.
Marcos Soares, jornalista do Portal do Magistrado, afirma que “o advogado moderno precisa ir além da consultoria tradicional. Ao acompanhar de perto a implementação de políticas ESG, ele ajuda empresas a evitar litígios, protege interesses de stakeholders e contribui para a construção de uma governança mais ética e sustentável.”
A fiscalização jurídica das políticas ESG também envolve a interpretação de normas internacionais e padrões de mercado, o que exige atualização constante e conhecimento multidisciplinar. Advogados podem atuar preventivamente, elaborando códigos de conduta, orientando sobre compliance e identificando possíveis falhas que possam resultar em penalidades ou danos reputacionais.
À medida que a sociedade e investidores exigem maior responsabilidade corporativa, a atuação do advogado se torna essencial para garantir que empresas não apenas cumpram a lei, mas também adotem práticas éticas que fortaleçam sua imagem e promovam impacto positivo. A combinação entre expertise jurídica e consciência ambiental, social e de governança é, portanto, um diferencial competitivo e um instrumento de proteção jurídica e reputacional para as organizações.
