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Uso estratégico e responsável de IA marca abertura de encontro nacional de gestores de pessoas do Judiciário

O fortalecimento da gestão de pessoas no Poder Judiciário e o uso responsável da inteligência artificial (IA) nas rotinas administrativas marcaram a abertura do III Encontro Nacional de Gestores de Pessoas do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quarta-feira (12/11), em Brasília. O evento reúne representantes de tribunais de todo o país para trocar experiências e consolidar diretrizes voltadas à valorização de servidores, magistrados e equipes técnicas que dão vida à Justiça. 

Na abertura, o ministro Caputo Bastos, presidente da Comissão Permanente de Eficiência Operacional, Infraestrutura e Gestão de Pessoas do CNJ, destacou o reencontro do Judiciário em torno de um tema que considera estruturante. Para o conselheiro, o evento simboliza um novo momento de cooperação entre os tribunais e o CNJ, após o hiato de cinco anos desde a última edição. “Este encontro é mais do que um evento técnico. É um espaço de construção coletiva do futuro da administração judiciária”, afirmou. Caputo destacou a apresentação do Comitê Gestor Nacional de Gestão de Pessoas, prevista para o encerramento do evento, como símbolo do amadurecimento da governança na área. 

Acesse a programação completa do III Encontro Nacional de Gestores de Pessoas do Poder Judiciário

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A secretária de Gestão de Pessoas do CNJ, Luciana Cristina Gomes, reforçou a importância do trabalho colaborativo que orienta a política nacional de gestão de pessoas. Para ela, a consolidação dessa rede depende da participação ativa dos tribunais. “Precisamos conhecer as boas práticas que existem em cada corte e construir juntos esse caminho”, afirmou. Essa ideia de compartilhamento, segundo Luciana, é o que inspira a programação do encontro, estruturada em quatro eixos temáticos: modalidades de trabalho e produtividade; acompanhamento funcional e saúde; valorização de servidores públicos; e inovação nos processos de gestão.

As iniciativas, apresentadas ao longo do encontro por diferentes tribunais, foram lembradas também pela juíza Ana Luiza Fischer, integrante do Comitê Gestor Nacional de Gestão de Pessoas. Ela ressaltou que as experiências selecionadas refletem a diversidade e a dedicação dos órgãos da Justiça brasileira. “A gestão de pessoas, que sempre foi um conceito ligado a uma atividade muito administrativa, acessória, é, na verdade, um pilar, tomando seu lugar de direito, que é a centralidade das coisas”, disse. 

O diretor-geral do Conselho, Bruno César Lopes, transmitiu uma mensagem do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que destacou o papel central das pessoas na construção da Justiça. “As pessoas que fazem a Justiça acontecer são o principal ativo do Judiciário”, afirmou. O recado buscou reforçar o espírito do evento, voltado também ao reconhecimento do trabalho humano como base da inovação e da eficiência institucional. Também participou da abertura, por videoconferência, o conselheiro do CNJ, Guilherme Feliciano. 

Tecnologia e o futuro da gestão

Ainda na programação matutina, a mesa-redonda “Inteligência Artificial na Gestão de Pessoas: Tendências e Desafios” abriu discussão sobre o uso estratégico das novas tecnologias e sua integração aos processos de gestão de pessoas no Judiciário. Especialista em governança de TI e IA, Thiago Sávio Costa destacou a rápida adoção dessas ferramentas em todo o mundo e alertou para a importância de uma implementação responsável. 

Segundo ele, os governos têm liderado iniciativas de transparência e confiabilidade, e a supervisão humana continua essencial diante das limitações das máquinas em decisões complexas. 

A secretária de Gestão de Pessoas do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Janaína de Lima Gomes, reforçou que “toda decisão sobre IA é, antes de tudo, uma decisão sobre pessoas”. A gestora apresentou resultados de pesquisas acadêmicas e experiências na administração pública que apontam que a introdução de tecnologias deve vir acompanhada de reflexão sobre as habilidades humanas necessárias para mitigar riscos e aproveitar oportunidades. Entre os desafios, citou o risco de vieses nos algoritmos e a necessidade de preservar o olhar humano nos processos de recrutamento, seleção e avaliação de desempenho.

Texto: Jéssica Vasconcelos
Edição: Beatriz Borges
Agência CNJ de Notícias

 

 

 

Fonte Oficial: Portal CNJ

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