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Espaço Justiça e Desenvolvimento mostra avanços em tecnologia e garantia de direitos

Participantes do 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ), realizado nesta semana em Florianópolis (SC), conheceram mais detalhes sobre iniciativas coordenadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). No Espaço Justiça e Desenvolvimento, os programas Fazendo Justiça, Justiça 4.0 e Justiça Plural apresentaram ações que fortalecem capacidades, respectivamente, em: sistema penal e socioeducativo; tecnologia e inovação; e direitos humanos.

Além da exibição de vídeos que detalham incidências estratégicas dos programas, a exemplo do plano Pena Justa, da plataforma Jus.br e do Formulário Rogéria, os participantes do encontro puderam navegar em canais institucionais disponibilizados em telas interativas. O público também conversou com representantes dos programas para conhecer mais sobre iniciativas e tiveram acesso a materiais impressos a exemplo de boletins analíticos, cardápio de soluções, fluxogramas de serviços e folders informativos.

O programa Fazendo Justiça trabalha iniciativas voltadas à transformação do campo penal e socioeducativo.

Para a secretária-geral do CNJ, Clara da Mota Santos Pimenta Alves, “o espaço Justiça e Desenvolvimento foi concebido para compartilhar com os tribunais as melhores práticas de cooperação nas áreas de tecnologia e inovação, direitos humanos e sistema penal e socioeducativo. As entregas apresentadas no estande são uma amostra da excelência da parceria entre o Conselho e o Pnud”.

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Representante do Pnud Brasil no evento, a gerente de projetos Júlia Matravolgyi avalia que ativações como essa são fundamentais para impulsionar a Agenda do ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes. “Ao reunir programas e equipes que atuam diretamente no aprimoramento do sistema de justiça, criamos um ambiente de aprendizado mútuo e construção conjunta. Esse diálogo amplia capacidades institucionais, dissemina inovação e fortalece, de forma concreta, a garantia de direitos em todo o país”, afirmou.

O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), desembargador Francisco Oliveira Neto, foi um dos participantes que visitou o espaço. “O Judiciário tem registrado avanços significativos no desenvolvimento e na implementação de soluções a partir das parcerias com Pnud, trabalhadas em estreita colaboração com os tribunais. Ter esse espaço disponível no evento para falar sobre esses programas amplia o alcance do que está sendo feito para resultados ainda melhores”.

O programa Justiça 4.0 desenvolve e aprimora soluções tecnológicas para tornar os serviços da Justiça brasileira mais eficientes

Sobre os programas

Primeiro projeto de cooperação técnica do CNJ com o Pnud, o programa Fazendo Justiça trabalha desde 2019 iniciativas voltadas à transformação do campo penal e socioeducativo — durante o evento, foi lançado novo vídeo institucional para o biênio. Na atual gestão, são 38 ações simultâneas que consideram o ciclo completo, desde a entrada até a saída. Desde 2023, o programa apoia o CNJ nas ações relacionadas ao plano Pena Justa e, na próxima semana, lançará o pacote de ações voltadas ao sistema socioeducativo, a Agenda Justiça Juvenil.

Iniciado em 2020, o programa Justiça 4.0 desenvolve e aprimora soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população, além de otimizar a gestão processual para magistrados, servidores, advogados e outros atores do sistema de Justiça. Durante o 19º ENPJ, o programa apresentou ao público a Consulta Nacional de Pessoas, ferramenta que centraliza informações sobre pessoas físicas e jurídicas para uso exclusivo de magistradas e magistrados, tornando o acesso a dados mais ágil, seguro e integrado.

Por sua vez, o programa Justiça Plural fortalece as capacidades do Poder Judiciário para a promoção de direitos humanos e socioambientais e para o acesso à Justiça por populações estruturalmente vulnerabilizadas. Está estruturado em oito eixos de atuação: (1) direitos humanos; (2) crianças e adolescentes; (3) gênero e população LGBTQIA+; (4) população em situação de rua; (5) socioambiental; (6) desaparecimento de pessoas e proteção às vítimas; (7) equidade racial; e (8) trabalho decente e vida digna. Desde sua implementação, em maio de 2024, o Programa já realizou mais de 70 entregas, que incluem pesquisas e diagnósticos, políticas judiciárias, projetos-piloto e iniciativas de disseminação e capacitação.

Agência CNJ de Notícias

 

Fonte Oficial: Portal CNJ

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