O ex-jogador e campeão mundial de futebol Raí esteve no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (18) para tratar de acordo de cooperação técnica para levar esporte, educação e formação profissional para o público privado de liberdade no sistema socioeducativo e no sistema penal. As ações partem da experiência de quase 30 anos acumuladas pela fundação Gol de Letra, idealizada por ele, e se integrarão às agendas do Pena Justa e da Agenda Justiça Juvenil.
O esportista foi recebido pelo presidente do CNJ, Edson Fachin. “Precisamos ter exemplos que inspirem e que ao mesmo tempo gerem confiança, pois juntos podemos fazer mais e melhor. Pessoas que têm visibilidade e usam essa visibilidade para iniciativas do bem merecem sempre nossos parabéns”, disse o ministro.
Segundo Raí, a Gol de Letra já impactou quase 40 mil pessoas diretamente, inclusive junto ao público do sistema socioeducativo. “É um dever nosso como cidadãos nos interessarmos por esse tipo de projeto. É uma honra estar aqui no CNJ, é um projeto que a gente trabalha na Fundação Gol de Letra há quase 28 anos, e conhecer a Agenda Justiça Juvenil, o Pena Justa, com certeza vai ser um projeto de troca, de intercâmbio”.
Cooperação técnica
A parceria em articulação pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e pelo Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, com apoio técnico do programa Fazendo Justiça, será formalizada por meio de acordo de cooperação técnica. Além do CNJ e da Gol de Letra, o acordo incluirá o Ministério Público do Trabalho e o Comitê Brasileiro de Clubes.
O objetivo é desenvolver ações para promoção e expansão das atividades esportivas destinadas a adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa, de pessoas privadas de liberdade e de seus familiares, de pessoas egressas do sistema prisional e de crianças e adolescentes impactados pelo encarceramento de seus responsáveis.
De forma alinhada ao plano Pena Justa e à Agenda Justiça Juvenil, estão previstos diagnóstico e planejamento para doação, cessão ou destinação de materiais e equipamentos esportivos; realização de atividades, oficinas e torneios; e compartilhamento de metodologias de educação integral e desenvolvimento humano por meio do esporte.
Agência CNJ de Notícias
Fonte Oficial: Portal CNJ